quarta-feira, 26 de novembro de 2014

”25 de Novembro - O enfrentamento à violência contra as mulheres perpassa ao enfrentamento ao machismo e ao racismo na sociedade”
O machismo ainda é fator estruturante da nossa sociedade. A divisão sexual do trabalho coloca as mulheres como únicas responsáveis pelo trabalho reprodutivo e da vida doméstica, enquanto os homens valorizados dentro trabalho produtivo e da vida pública. Essa construção social naturaliza a opressão das mulheres, que além de não possuírem autonomia econômica, sobre sua vida e seus corpos, são coisificadas e tratadas como mercadoria. A violência sexista é mais uma das expressões do machismo.
Tivemos no Brasil a conquista da aprovação da Lei Maria da Penha em 2006, que versa sobre a violência doméstica. Lei das domésticas. Avanço sobre o Ligue 180. Posição da SPM em relação à Julie Blanc, instrutor misógino que viria ao Brasil em Janeiro. Mas no último período vimos que nas ações do Poder Público, nos meios de comunicação, no sistema político, nas relações dentro da universidade, a perspectiva feminista deve ser de fato incorporada e haver políticas de enfrentamento à violência sexista.
No último período, em vários estados, houve enfrentamento intenso às medidas que o Estado tem tido sobre a violência sexual contra as mulheres em espaço público: ônibus e vagões rosa, PL do Estatuto do Nascituro, PL da “Cura gay”. De fato, o machismo é estruturante para todos os espaços e a culpabilização das mulheres ainda é o cerne para pensar o enfrentamento à violência, ora por estar no espaço público, por sua sexualidade, por usar algum tipo de vestimenta ou ter determinada postura, a violência é justificada.
Na mídia a mini-série da maior empresa televisiva que, a partir do patriarcado e do racismo, coloca as mulheres negras como aquelas de pré-disposição ao sexo, heterossexuais, hiperssexualizadas, como se suas vidas e seus corpos fossem dedicados apenas ao sexo, contribui para a manutenção do machismo, racismo e lesbofobia.
O caso da Medicina na USP de meninas que foram estupradas em espaços de festa e recepção de estudantes, o qual representou tantos outros casos em calouradas, trotes, eventos de curso, esportivos, em que é naturalizada a coisificação do corpo das estudantes de tal forma a justificar a misoginia e a cultura do estupro dentro das universidades.
Neste dia, trazemos à memória a luta feminista por igualdade e pela vida das mulheres!
Reavivamos e revigoramos nossas forças na luta por garantia de direitos e por um movimento estudantil ativo e interventivo, de um Estado que seja despatriarcalizado e de fato incorpore nossa demanda de romper com a situação de invisibilidade das mulheres, da violência, da cultura do estupro e não culpabilização das mulheres!
A UNE repudia toda e qualquer forma de violência contra as mulheres dentro e fora das universidades, e reforça a importância de espaços auto-organizados, de debate e empoderamento das mulheres. Convocamos todas as mulheres estudantes a se organizar em núcleos e coletivos auto-organizados em suas faculdades. Estaremos em luta até que todas tenham suas vidas e seus corpos livres de todas as amarras que as oprimem!
http://www.une.org.br/

segunda-feira, 19 de maio de 2014

Nota de repúdio a imagem publicada pela Atlética de Direito da UERJ

Machismo na Universidade: Não passará!
Nesta semana nos deparamos com mais um caso de machismo dentro de uma Universidade, a Atlética de direito da UERJ lançou esta imagem com a intenção de incitar a Faculdade Nacional de Direito – UFRJ- em relação a uma disputa dos jogos jurídicos.
A imagem coloca a mulher em situação de submissão e incita o estupro na frase com a ordem: “Chupa nacional”. Sexo sem consentimento é estupro! Esta imagem não é apenas uma brincadeira. Não aceitaremos que o machismo seja colocado como forma de diversão dentro da Universidade ou em qualquer espaço, não aceitaremos sermos alvos dessa violência cotidiana. O machismo não passará!
Casos como esse não estão isolados, PUC, Unirio, UFRJ, UERJ, e recentemente o caso do estudante da FACHA, trazem exemplos cotidianos do machismo que nos cerca todos os dias. Dentro de casa, nas ruas, no transporte público, nas escolas, na Universidade, a mulher é violentada todos os dias. O ‘fiu fiu’, a passada de mão, a encoxada, a ‘piada’, são formas e tentativas de naturalizar a violência a nós, aos nossos corpos, violência à nossa liberdade.
Nós repudiamos a ação machista da Atlética de direito da UERJ, e permaneceremos vigilantes no enfrentamento ao machismo e a luta por uma sociedade igualitária, uma sociedade que não nos reconheça enquanto objeto, uma sociedade que permita que todas sejamos livres!

Priscila Borges
Diretora de Mulheres da UEE-RJ

Página Mulheres na UEE RJ: https://www.facebook.com/mulheresueerj?fref=photo

quarta-feira, 9 de abril de 2014

Pela Aprovação do PNE da Câmara: é pela vida das mulheres!



Hoje, às 13h, se inicia o processo final de votação de um dos principais projetos de lei do país, a votação do Plano Nacional de Educação – PNE, na Comissão Especial do PNE na Câmara dos Deputados.


Para nós, mulheres estudantes da União Nacional dos Estudantes – UNE, é preciso defendermos vilmente o relatório apresentado pelo Dep. Angelo Vanhoni (PT-PR) no qual há a conquista de podermos transformar a educação brasileira em um modelo não sexista e que reconheça e combata as formas de opressões mais brutais na nossa sociedade, as opressões de gênero, raça e orientação sexual.


Temos que defender no relatório o Artigo 2º e, também, seu parágrafo 3º, garantindo na redação do PNE a flexão de gênero (exemplo: os/as professores) e a descrição das opressões a serem superadas, tendo ênfase na promoção da igualdade de gênero, raça, regional e de orientação sexual, dando visibilidade a esses sujeitos e comprometendo o Estado para superar as desigualdades educacionais do Brasil.


Não podemos ceder aos interesses da banca religiosa e do setor privado de educação, no que se refere à aprovação de um PNE que tenha a centralidade na Educação Pública e num projeto de emancipação social do seu povo, do direito a educação de qualidade em todas as etapas, níveis e modalidades de ensino, e assim é fundamental lutarmos pela educação em que mulheres e homens tenham as mesmas oportunidades, bem como os negros e negras e toda comunidade LGBT.


Convocamos todos e todas a se voltar para o Congresso Nacional nesse dia, acompanhar a votação (TV Câmara) e se posicionarem nas redes sociais a favor de um PNE que vise avançar na real justiça social e na educação laica para todas e todos! 


#EssaLutaNosUNE

#AprovaPNEdaCâmara

#10%DoPIBpraEducaçãoPÚBLICA

#PNEcomFlexãoDeGênero

#PorUmaEducaçãoLaica
#PNEpeloCombateAsOpressõesDeGêneroRaçaEorientaçãoSexual

quinta-feira, 4 de julho de 2013

Relatório final da CPMI da violência contra as mulheres será votado

A Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI), que investiga a violência contra as mulheres no Brasil, realiza nesta quinta-feira (4/7) reunião para discussão e votação do relatório final dos trabalhos realizados pelo colegiado. A reunião ocorrerá, às 9h, na Sala de Reuniões nº 2, Ala Senador Nilo Coelho, Senado Federal. 
 
O relatório final da CPMI da Violência Contra as Mulheres, de autoria da senadora Ana Rita (PT-ES), foi apresentado no final da semana passada e houve pedido de vista coletivo. A presidência da comissão é da deputada federal Jô Moraes (PCdoB-MG).
 
 “Superar a violência contra as mulheres é um dos maiores desafios impostos ao Estado brasileiro nos dias atuais. O relatório ao mesmo tempo em que aponta as deficiências e a omissão dos poderes públicos no cumprimento da Lei Maria da Penha, também apresenta iniciativas que irão contribuir de maneira efetiva para superação da violência vivenciada por milhares de mulheres brasileiras no seu cotidiano, particularmente para a redução dos altos índices de feminicídio”, explicou a senadora Ana Rita.

terça-feira, 4 de junho de 2013

Campanha #SomosTodasFEMINISTAS

#somostodasFEMINISTAS

A campanha #somsotodasFEMINISTAS chega a mais uma etapa apresentando ao conjunto da sociedade a opinião da União Nacional das e dos Estudantes no combate ao sexismo e todas as formas de opressão. Chegamos ao 53º Congresso da UNE com muitas vitórias alcançadas e lutas travadas na construção de um mundo onde as mulheres sejam realmente livres. Apresentamos aqui a nossa cartilha que traz textos sobre o feminismo, educação não-sexista, combate ao racismo, legalização do aborto, além de novas propostas de cartazes para as operações lambe-lambe.

Nossas intervenções ganharam as redes e as ruas do Brasil. Além da agitação nas redes sociais com imagens e textos provocativos, ganhamos as cidades desse país realizando diversas ações urbanas com a colagem dos “lambes”, incentivo à criação dos coletivos feministas e intervenção das mulheres nos atos e atividades do movimento estudantil. Cada vez mais a identidade feminista se consolida entre as estudantes e a nossa gloriosa entidade entra nessa disputa por uma mudança radical nos valores da sociedade e fim do sexismo.


A nossa campanha é feita com muitas mãos e a participação de cada uma e essa mobilização impulsiona cada vez mais a auto-organização das Mulheres. Os arquivos estão disponíveis para download e também é possível acrescentar a marca de seu DCE, Centro ou Diretório Acadêmico, Coletivo de Mulheres, etc. Junte-se a nós na construção de um mundo mais justo e na luta por nossos direitos. Mais uma vez afirmamos em alto e bom som que Somos Todas FEMINISTAS e vamos pintar o Brasil com as cores da Igualdade!

Faça o download da Cartilha #somostodasFEMINISTAS aqui!

Quer organizar uma operação Lambe-Lambe? Baixe aqui e aqui os cartazes da campanha!