sexta-feira, 1 de junho de 2012

5 de junho: mobilização global contra a mercantilização da vida e em defesa dos bens comuns


Articulação de movimentos sociais para a ALBA
Nesse 5 de Junho, Dia Mundial do Meio Ambiente, diversas organizações e movimentos sociais de todo o mundo tomarão as ruas, em uma jornada de luta contra a crise sistêmica do capitalismo e as falsas soluções que ele tenta impor aos povos, privilegiando o extrativismo, o agronegócio e a concentração do poder nas mãos das grandes empresas.
As mobilizações marcarão uma posição frente à Rio+20 (Conferência da ONU), onde o capital pretende mover suas fichas para a adoção da "economia verde", um modelo que traz consigo a mercantilização de nossas vidas. Por isso, essa jornada também mostrará as propostas os movimentos sociais impulsionam em seus territórios, que serão discutidas na Cúpula dos Povos por justiça social e ambiental, que acontecerá entre os dias 15 e 23 de Junho, no Rio de Janeiro, Brasil.

Nesse sentido, a Articulação de Movimentos Sociais para a ALBA faz um chamado para nos unirmos a esses protestos, com o propósito de mostrar a força da mudança que vamos tecendo desde a base em Nossa América. Dessa forma, também fortalecemos nossas plataformas e organizações para consolidar esse projeto de integração em construção, que reúne as alternativas dos movimentos populares, opostas à produção capitalista e às políticas neoliberais.
Para essa disputa hegemônica que enfrentamos, será preciso ressaltar nossas causas comuns e avançar juntos frente às estratégias de dominação do capitalismo. As mobilizações neste 5 de junho são parte desse processo que impulsionamos, que quer marcar o rumo da região para sua independência e emancipação.
Por isso, mobilizaremos em toda América Latina:

*Contra a mercantilização da vida, e em defesa dos bens comuns!
*Pela integração de nossos povos!

domingo, 27 de maio de 2012

A Marcha das Vadias e a Mercantilização do corpo e vida das mulheres


Há um ano atrás a Marcha das Vadias foi construída como uma resposta irreverente contra a responsabilização das mulheres pelas violências sofridas e a estigmatização dos corpos femininos. Potencializada pela mobilização nas redes sociais, a Marcha ganhou vários países e, no Brasil, várias cidades. Algumas conseguiram dialogar com a conjuntura local e denunciar práticas de machismo naturalizadas, como por exemplo, a denúncia da prática machista de Rafinha Bastos na televisão e em sua casa de show em São Paulo.
Passado um ano dessa movimentação é preciso refletir tanto sobre as formas como o capitalismo e o patriarcado mercantilizam a vida e o corpo das mulheres, como os instrumentos de resistências aos quais dispomos. Essa segunda tarefa passa por perceber que, muitas vezes, a violência contra as mulheres precisa de uma resposta rápida e incisiva, como se deu com a Marcha das Vadias, mas que seu enfrentamento deve ser um processo cotidiano, que vai além de um evento.

terça-feira, 22 de maio de 2012

A BOA é acabar com o MACHISMO


Beijaço contra Homofobia - Palmas/TO

No último dia 21 de abril, durante o aniversário de uma boate em Palmas/TO, duas mulheres lésbicas foram agredidas por um grupo de homens. 

Pelo segundo ano consecutivo a festa denominada “B-Day da Bianco”, tem sido espaço de acontecimentos vergonhosos de cunho homofóbico e machista. Ano passado dois estudantes, entre eles uma mulher, foram violentamente agredidos durante a realização do evento pelas mesmas motivações. Tais acontecimentos, bem como sua reincidência, traduzem a negligência das autoridades responsáveis pelos Direitos Humanos, Cíveis e das Mulheres, da organização do evento e da própria boate. 

Em resposta, várias entidades do movimento LGBT e Feminista em parceria com a comunidade acadêmica da Universidade Federal do Tocantins e população em geral, organizaram no último dia 11 de maio o “Beijaço Contra a Homofobia” em frente à boate. A manifestação expressou o repúdio à violência contra a mulher e ao ser humano, firmando na luta contra as opressões, a busca por igualdade, liberdade e respeito. A Mobilização ainda teve como objetivo reivindicar a aprovação da Lei nº 105/09 que tramita na Câmara de Vereadores de Palmas, que estipula sérias sanções aos estabelecimentos denunciados por cometer crimes homofóbicos e a implementação das delegacias de proteção à mulher, 24 horas. 

A intersecção do debate Feminista e LGBT perpassam por várias lutas. Entender a condição da mulher lésbica ou bissexual em sua situação de múltipla vulnerabilidade, por sofrer com a violência da lesbofobia, do machismo e ainda uma terceira carga se for negra, é compreender que nossa luta é por todas as mulheres, em sua pluralidade. 

A histórica luta das mulheres por autonomia e igualdade de direitos cíveis e sociais, firmados na busca por liberdade e respeito à sua identidade, ao seu corpo e a sua sexualidade converge na luta das mulheres lésbicas e bissexuais por seus direitos. Compreender a íntima relação da luta feminista, anticapitalista e antisexista na desconstrução dos moldes binários de gênero, heteronormativos e patriarcais é essencial no processo de libertação das mulheres.


Por: Gilmara Apolinário Reis estudante da UFT.


quarta-feira, 16 de maio de 2012

Mapa da violência contra a mulher mostra a realidade do país, diz Wellington Dias


Em pronunciamento nesta terça-feira (15), o senador Wellington Dias (PT-PI) chamou a atenção para o Mapa da Violência contra a Mulher 2012, que, conforme afirmou, mostra uma realidade cruel no Brasil, onde uma mulher é morta a cada duas horas.

O senador disse que ex-namorados, maridos e companheiros são os principais responsáveis pelas agressões contra as mulheres, muitas vezes cometidas no próprio ambiente doméstico.

De acordo com a pesquisa, divulgada pelo Ministério da Justiça, em um grupo de 87 países, o Brasil ficou em 7º lugar em número de agressões contra as mulheres, com 4.297 casos, ou 4,4 assassinatos em um grupo de 100 mil habitantes. De acordo com o senador, o Piauí foi o estado brasileiro com o menor número de agressões, com 2,6 casos para 100 mil habitantes. O mais violento é o Espírito Santo, com 9,4 homicídios para um grupo de 100 mil habitantes.

Em aparte, a senadora Ana Rita (PT-ES), manifestou apoio a Wellington Dias, e disse que as autoridades brasileiras devem se engajar para aplicar a legislação em defesa da mulher em toda a sua plenitude. O senador Rodrigo Rollemberg (PSB-DF) também afirmou que os dados da violência no país exigem medidas enérgicas e urgentes das autoridades.

segunda-feira, 14 de maio de 2012

Estudantes da Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia realizaram encontro sobre Feminismo





O ABRE-ALAS LILÁS será um encontro que dialoga com as MULHERES sobre as diversas bandeiras levantadas no FEMINISMO, como: os desafios para combater o machismo, a luta por uma educação não sexista, legalização do aborto, mais mulheres nos espaços de decisões e muito mais! Mulheres, é muito importante conhecer bem os assuntos que nos envolvem, para podermos debatê-los e juntas construir uma nova cultura política; pois é preciso "mudar a vida das mulheres para mudar o mundo e mudar o mundo para mudar a vida das mulheres". Homens dispostos e abertos ao diálogo também serão muito bem vindos no evento.
Faça sua inscrição mandando NOME e TELEFONE para o email kizombauesb@gmail.com


CPMI da Violência contra a Mulher se reúne, nesta 2ª feira, em Porto Alegre


Comissão pretende visitar os dez estados com maiores índices de violência contra a mulher e os quatro mais populosos do País
A Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) que investiga a violência contra a mulher se reúne em Porto Alegre nesta segunda-feira (7/5), às 14h, na Assembleia Legislativa. A atividade será aberta à comunidade e tem como objetivo debater situações de violência contra a mulher e a aplicação da Lei Maria da Penha no Rio Grande do Sul.
Os trabalhos serão coordenados pela relatora da comissão, a senadora Ana Rita (PT-ES). Foram convidados, além dos deputados estaduais, o presidente do Tribunal de Justiça, Marcelo Bandeira Pereira; o procurador-geral de Justiça, Eduardo Lima Veiga; o defensor público geral do estado, Nilton Arnecke; o secretário de Segurança Pública, Aírton Michels; a secretária de Políticas para Mulheres, Márcia Santana; e o secretário de Saúde, Ciro Simoni.

47ª Mesa no Panamá agenda reunião de alto nível na Rio+20 sobre mulher e sustentabilidade


Encontro mundial paralelo à Rio+20 vira tópico especial na declaração final da 47ª Reunião da Mesa Diretiva da Conferência Regional sobre a Mulher, encerrada no dia 4 de maio

A 47ª Reunião da Mesa Diretiva da Conferência Regional sobre a Mulher da América Latina e Caribe, realizada nos dias 3 e 4 de maio na Cidade do Panamá e presidida pelo Brasil, destaca na sua declaração final o agendamento de uma reunião mundial de alto nível paralela à realização da Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável – Rio + 20, para discutir e fazer avançar a relação entre mulher e sustentabilidade.
Aprovou-se que tal encontro ocorra no dia 21 de junho.
A declaração pede ainda aos países participantes da sessão (20) estreitar a relação entre os mecanismos de políticas para mulheres e os organismos competentes da sociedade em tecnologia da informação e desenvolvimento produtivo, com vistas à 12ª Conferência Regional sobre a Mulher, que acontecerá em 2013, na República Dominicana. Esta terá como tema central as tecnologias de informação e comunicação – TICs para o empoderamento de gênero.